Religiosidade e os seus perigos.
Será que hà perigo em se a pegar as certas regras humanas?
A prática de certas doutrinas estão fazendo algumas pessoas se afastarem de si.
As pessoas não estão conseguindo fazer uma separação do que é responsabilidade dela, e do que é responsabilidade do seu parceiro, então carregam uma culpa em ter que tomar uma decisão, e o medo de desagradar alguns líderes religiosos, pois a pressão que elas passam deixa-as sem ação. Elas carregam a dor da traição, do abandono, da rejeição e ainda precisam lidar com alguns líderes que colocam a responsabilidade sobre ela.
A Bíblia fala do amor ao próximo, mas como vamos amar o próximo se estamos nos colocando de lado, não estamos nos respeitando e não estamos colocando limites?
A religiosidade de forma equivocada faz as pessoas carregarem um fardo muito pesado e sozinhas. Muitos líderes colocam a sua própria opinião em nome de uma religiosidade equivocada.
Quantas mulheres carregam uma ferida aberta buscando um curativo para sarar a sua dor, mas, se deparam sozinhas, pois alguns líderes apoiam e dão suporte ao marido que cometeu algo que desabonou a sua conduta, como uma traição, ela é deixada de lado e fica ali com sua ferida aberta sangrando e sozinhas sem assistência.
Em alguns casos que acompanhei, elas vieram buscar atendimento até contra a vontade dos seus líderes, outros já não comentaram por medo do julgamento, chegaram destruídas emocionalmente, perdidas e sentindo culpadas, achando que eram responsáveis pela mudança do marido.
Uma fala que me chamou a atenção em um dos atendimentos foi:
Ora que seu marido vai mudar
Irmã, mulher sabia edifica o lar, você é responsável pela mudança dele, coloque seus joelhos no chão
Entre outras falas. Os líderes estão negligenciando o amor real de Deus.
Essa atitude de alguns líderes, faz criar uma religiosidade equivocada, pois a mulher carrega sozinha a responsabilidade de salvar o seu parceiro, esse fardo é muito pesado, ninguém muda ninguém, a pessoa pode tomar uma decisão de sair daquele contexto e melhorar, mas não que a esposa seja responsável por suas atitudes.
Uma coisa é clara: não podemos usar a palavra de Deus para racionalizar e justificar os nossos desejos, mas ela deve ser usada para guiar a nossa vida, de uma maneira clara e transparente, sem medo e sem o fardo do parceiro.
A religiosidade traz discriminação, julgamento, autoridade exacerbada.
Estamos vivendo uma religiosidade vazia, cheia de armadilhas onde eles pregão o perdão a qualquer preço para o parceiro, enquanto a vítima que está abalada emocionalmente se vê sozinha abandonada e sem saída, angustiada, com medo e com culpa, responsabilidade, pois ela se coloca em questão achando que se não conseguir reverter a situação o que será da vida dela, pois corre o risco de falhar, ela carrega muitas dúvidas, e pior tudo isso sozinha, pois como eu falei logo a cima, ela ouve * ora que ele vai mudar*, ela carrega essa responsabilidade de salvar um casamento que ja não existe mais.
A mulher que vive em um relacionamento tòxico já se vê perdida, desequilibrada emocionalmente, e quando se depara com uma religiosidade abusiva vai para o fundo do posso, pois no lugar que deveria ser acolhida ela é confrontada e responsabilizada em ser a salvadora, pois ela precisa salvar o seu parceiro, e não sai do ciclo abusivo.
Quando a mulher olha para fora e decide buscar ajuda profissional, ela começa a trabalhar o autoconhecimento, ela se liberta desse tipo de abuso. Muitas estão presas a esse tipo de religiosidade com uma grande depressão, com crises de ansiedade.
Se você passa por isso olhe para dentro de você, busque ajuda profissional, pois cuidar de você é responsabilidade sua.





