Nosso Blog

Por que ainda nos vemos como rivais? Como quebrar o ciclo da competição feminina?

Você já sentiu aquele aperto no peito ao ver outra mulher brilhando? Um pensamento rápido de comparação ou a vontade de encontrar um defeito nela para se sentir melhor? Se a resposta for sim, saiba que você não está sozinha — e a culpa não é exatamente sua.

​Historicamente, fomos ensinadas que o sucesso é um recurso escasso para as mulheres. Fomos condicionadas a buscar aprovação externa e a ver o topo como um lugar onde só cabe uma. Mas será que essa mentalidade ainda faz sentido hoje?

A armadilha da aprovação externa:

​Desde cedo, a sociedade nos treina para sermos a “melhor” aos olhos dos outros. Quando nossa validação depende de fatores externos, qualquer mulher que se destaque parece uma ameaça direta ao nosso valor.

​Se ela é promovida, parece que a nossa carreira estagnou. Se ela está feliz, parece que a nossa vida é sem graça. É uma mentalidade de escassez: como se o brilho dela estivesse “roubando” a luz que deveria ser nossa.

O papel das redes sociais e da mìdia:

​Não podemos ignorar o impacto do que consumimos. Na TV e nas redes sociais, a disputa de egos é vendida como entretenimento. Mulheres são colocadas umas contra as outras por causa de aparência, maternidade ou escolhas de vida.

A consequência? Um ambiente onde atacar e difamar se torna o “normal”.

O resultado? Egos inflamados e mulheres exaustas por tentarem superar umas às outras em uma corrida que não tem linha de chegada.

“Eu preciso brilhar mais” poderiamos usar outra fala: “Vamos brilhar juntas”

​A mentalidade tóxica diz: “Se ela está brilhando, eu preciso brilhar mais ainda para não ser esquecida”.

A mentalidade de aliada diz: “O brilho dela me mostra o que é possível e me motiva a buscar a minha melhor versão também”.

O brilho de uma mulher não diminui o da outra.

 Pelo contrário, quando uma de nós rompe uma barreira, ela ilumina o caminho para todas as que vêm atrás. O sucesso dela não é a sua derrota; é a prova de que o caminho está aberto.

Como mudar essa realidade serà que vamos conseguir?

​Mudar séculos de condicionamento exige esforço diário. Aqui estão três passos para começar hoje:

Transforme comparação em admiração:Quando sentir inveja ou insegurança, pare e pense: “O que nela eu admiro?”. Tente elogiar sinceramente aquela mulher em vez de criticá-la mentalmente.

Cure suas pròprias feridas: muitas vezes, a rivalidade é apenas um reflexo das nossas próprias inseguranças. Cuide da sua autoestima para não precisar que a outra “caia” para você se sentir “em cima”.

Crie redes de apoio, nâo de disputa: ambientes competitivos, seja aquela que puxa a cadeira para outra mulher sentar. Seja a aliada, a mentora, a amiga que celebra.

Resumindo.

​Será que um dia vamos mudar essa realidade? A resposta está em cada “parabéns” sincero que damos e em cada vez que escolhemos não participar de uma fofoca ou difamação.

​O mundo já é difícil o suficiente para as mulheres. Não precisamos de mais adversárias; precisamos de mais aliadas. Quando decidimos brilhar juntas, a luz é tão forte que ninguém consegue apagar

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!